Brasil: 1 em cada 3 parlamentares é investigado ou réu

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As eleições de 2018 prometiam a renovação do Congresso brasileiro. O “novo Congresso”, no entanto, decepcionou no quesito ficha limpa.

Um levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que 1 em cada 3 parlamentares eleitos em 2018 é acusado de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, assédio sexual e estelionato ou é réu em ações por improbidade administrativa com dano ao erário ou enriquecimento ilícito. Os dados mostram que são 160 deputados e 38 senadores.

O levantamento feito pelo Estadão envolve casos em andamento nos Tribunais de Justiça dos Estados, na Justiça Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de tucanos e petistas, há integrantes do PSL, o partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e de outras 21 legendas – apenas seis partidos não elegeram pessoas investigadas ou acusadas na Justiça.

Ao todo, os parlamentares respondem a 540 acusações (379 contra deputados e 161 contra senadores), das quais 334 são por improbidade – 263 de deputados e 71 casos envolvendo senadores. Entre os crimes, as acusações mais comuns são as de lavagem de dinheiro (34), corrupção (29) e crimes eleitorais (16).

O partido com maior número de envolvidos é o PT. Trinta de seus 62 eleitos são investigados ou réus. Proporcionalmente, o MDB é quem tem mais parlamentares enredados com a Justiça. São 16 deputados e oito senadores ou 52% da bancada no Congresso ante 48% do PT. O PSL chega no parlamento com sete deputados ou 12,5% dos 56 congressistas eleitos na mira da Justiça.

O estado com o maior número de parlamentares alvos da Justiça é São Paulo, com 32 dos 73 deputados e senadores, ou 43,8% dos representantes paulistas. Amazonas (63,6%) e Alagoas (58,3%) têm, proporcionalmente, a maior quantidade de representantes com problemas. Segundo Estado com mais congressistas (56), Minas tem dez investigados. O Rio tem 14 de seus 49 parlamentares nessa situação. O Rio Grande do Norte é o único Estado que não elegeu acusados.

(As informações são do Observatório do Terceiro Setor/Foto: Lula Marques/ Fotospublicas.com)